Em cima do colchão,
gosta, um homem, de sentar-se.
Ali, vê o sol nascer e morrer,
a lua nascer e morrer.
Repara nas ondulaçoes do lençol,
que se transformam
todas as noites,
mal ou bem dormidas.
O vento adentra,
bate em seu rosto,
trás um pouco de poeira
que lhe incomoda os olhos.
Então fecha os lacrimejantes
e, saudosista, suspira...
- Ah Maranhão, voltes logo para aquecer minha cama.
Um comentário:
belo retrato de um migrante que suspira o ar de sua terra, que sente o calor do seu Sol, único Sol.
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